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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

arte e mais arte


imagem disponível em http://www.ypsilon2.com/blog/publicidade/olympus-promove-pen-filmando-comercial-com-sua-propria-camera/

arte e mais arte


disponivel em
http://caopolis.wordpress.com/2009/06/13/desenhando-me/

domingo, 8 de agosto de 2010

Arte: a língua do mundo

CURSO: PEDAGOGIA
DISCIPLINA: FUNDAMENTOS E METODOLOGIAS DA ARTE E CULTURA
PROFESSORA: Elisa Muniz Barretto de Carvalho
TEXTO

ARTE: A LÍNGUA DO MUNDO

Quando falamos em linguagem, logo nos vem à mente a fala e a escrita. Estamos tão condicionados a pensar que a linguagem é tão somente a linguagem verbal, oral ou escrita e do mesmo modo, que ela é a única forma que usamos para saber, compreender, interpretar e produzir conhecimento no mundo, que fechamos nossos sentidos para outras formas de linguagem que, de modo não-verbal, também expressam, comunicam e produzem conhecimento.
O que é então linguagem? Pode-se dizer que toda linguagem é um sistema de signos.
Somos rodeados por ruidosas linguagens verbais e não verbais - sistema de signos - que servem de meio de expressão e comunicação entre nós, humanos, e podem ser percebidas por diversos órgãos dos sentidos, o que nos permite identificar e diferenciar, por exemplo, a linguagem oral (a fala), uma linguagem gráfica (a escrita, um gráfico), uma linguagem tátil (o sistema de escrita braile, um beijo), uma linguagem auditiva (o apito do guarda) uma linguagem olfativa (um aroma de comida), uma linguagem gustativa (o gosto apimentado) ou as linguagens artísticas. Delas fazem parte a linguagem cênica (o teatro, a dança) a linguagem musical (a música, o canto) a linguagem visual (o desenho, a pintura, a escultura, o cinema...) entre outras.
Nossa penetração na realidade, portanto é sempre mediada por linguagens, por sistemas simbólicos. O mundo, por sua vez, tem o significado que construímos para ele. Uma construção que se realiza pela representação de objetos, idéias e conceitos que, por meio dos diferentes sistemas simbólicos, diferentes linguagens, a nossa consciência produz.
Quando nos damos conta disso, vemos que a linguagem é a forma essencial da nossa experiência no mundo e, conseqüentemente, reflete nosso modo de estar-no-mundo. Por isso é que toda linguagem é um sistema de representação pelo qual olhamos, agimos e nos tornamos conscientes da realidade.
Não é de estranhar que, em nosso encontro com o mundo, aprendemos a manejá-lo pela leitura e produção de linguagens, o que é ao mesmo tempo, leitura e produção de sistema de signos.
O que seria exatamente um signo? É como um colorido fio que usamos no urdimento de uma linguagem.
A palavra carro, o esquema de um carro, a fotografia de um carro, a escultura de um carro, são todos signos do objeto carro. Signo é alguma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto (idéia ou coisa) para alguém sob algum aspecto ou qualidade. Tanto a palavra quanto do desenho ou o esquema, a fotografia ou a escultura de um carro não são o próprio carro. São signos dele, um representante. Cada um deles, de certo modo, representa a realidade carro.
Para que o signo seja utilizado/manejado por nós como signo de algo, ele tem de ter esse poder de representar, ou seja, estar no lugar do objeto, para torná-lo presente a nós através da presença. Como signo representa seu objeto para alguém, representa para um interprete.
Mas um signo só é a representação de algo para nós se conhecermos o objeto do signo, isto é, aquilo que é representado pelo signo. Se um signo - objeto não faz parte das referências pessoais e culturais do interprete, não há possibilidade de o signo ser aplicado, de denotar o objeto para o interprete.
O universo está cheio de signos – entre os quais o homem também se faz signo, suas idéias são signos. Em nossas vidas é como se fossemos tecelões aprendendo a manejar e produzir nosso tear de linguagens. A arte é uma forma de criação de linguagens – a linguagem visual, a linguagem musical, a linguagem cênica, a linguagem da dança e a linguagem cinematográfica entre outras. Toda linguagem artística é um modo singular do homem refletir o seu modo de estar no mundo. A linguagem da arte propõe um dialogo de sensibilidades, uma conversa prazerosa entre nós e as formas de imaginação e formas de sentimento.


Adaptado do livro:
MARTINS, Miriam Celeste. A língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD Editora, 1998.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

livro desdobrável

Como fazer um livro desdobrável

Ola pessoal

Este é um video que ensina como fazer um livro desdobrável.

Veja e depois... mãos a obra.

http://www.youtube.com/watch?v=IAb31rIeGZo

domingo, 1 de agosto de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cultura ou Culturas

DISCIPLINA: FUNDAMENTOS E METODOLOGIAS DO ENSINO DE ARTE
PROFESSORA: Elisa Muniz Barretto de Carvalho

CULTURA

O conceito de cultura, do ponto de vista antropológico, foi sendo construído ao longo dos séculos XIX e XX.
Na antiguidade, os diferentes comportamentos existentes entre os povos eram justificados pelas diferenças geográficas. Neste entendimento, os povos que habitam o hemisfério norte têm comportamentos diferentes dos povos do hemisfério sul em função das características regionais. Um esquimó, por exemplo, é capaz de distinguir tonalidades de branco que os habitantes de uma região das savanas africanas seriam incapazes de perceber.
Durante muito tempo imperou a idéia do determinismo geográfico, acreditando-se que o ambiente físico condicionava a diversidade cultural. A partir da segunda década do século XX, estas teorias, popularizadas por geógrafos, começaram a ser refutadas. Antropólogos demonstraram que existia uma limitação da influência geográfica sobre os fatores culturais. Roque de Barros Laraia nos afirma ainda que “[...] é possível e comum existir uma grande diversidade cultural localizada em um mesmo tipo de ambiente físico.” (LARAIA, 2001, p. 21). Como exemplo disso, Laraia nos mostra que mesmo vivendo em ambientes semelhantes, no norte de nosso planeta sob um rigoroso inverno, os esquimós e os lapões têm comportamentos culturais diferentes. Os primeiros constroem casas de gelo (iglu), e os últimos constroem tendas com peles. Os esquimós, quando querem se mudar, abandonam o iglu enquanto os lapões transportam sua moradia para o novo local a ser habitado.
Outra explicação para as diferenças culturais é a que relaciona as capacidades específicas a determinadas “raças” ou grupos humanos. Fundado no determinismo biológico, este entendimento atribui capacidades e habilidades próprias a alguns seres humanos a sua origem genética. Por esta vertente, acredita-se que os brasileiros herdaram a preguiça dos índios e a esperteza dos negros. Os comportamentos, enfim, são considerados herança de família. Este tipo de pensamento proporciona o aparecimento de atitudes racistas, que discriminam certos grupos de uma determinada sociedade em virtude de suas características raciais e étnicas6.
Hoje sabemos que o comportamento dos indivíduos em sociedade depende de aprendizado, um processo que se denomina endoculturação. É através deste processo de socialização e aprendizagem de cultura que podemos explicar a capacidade de qualquer pessoa adquirir hábitos culturais do povo com o qual cresceu; por exemplo, uma pessoa nascida no Brasil e criada na Inglaterra, crescerá como uma inglesa, aprendendo os hábitos, a linguagem, as crenças ou valores dos ingleses. A endoculturação explica o processo pelo qual pessoas de raças ou sexos diferentes têm comportamentos diferentes, não em função de transmissão genética ou do ambiente em que vivem, mas por terem recebido uma educação diferenciada. É a educação e a cultura que explicam a diferença de comportamento entre os homens. Pela educação os indivíduos assimilam os diferentes elementos da cultura e passam a agir de acordo com esta.
Conforme LARAIA (2001), a primeira definição de caráter antropológico de cultura vem de Edward Burnett Tylor (1832-1917), para quem cultura é “[...] todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade.” (TYLOR, 1871, apud LARAIA, 2001, p. 25). Nesta definição Tylor enfatizou a idéia de aprendizado na sua definição de cultura, mostrando a cultura como sendo todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independe de uma transmissão hereditária.
O homem surge na história como um ser cultural. O que o diferencia dos outros animais é a capacidade de trabalho e transformação da natureza. O homem desenvolveu ferramentas que lhe permitem modificar a realidade. Como um ser cultural, social e histórico age sobre o mundo culturalmente, isto é, apoiado na cultura e dentro de uma cultura. O homem é herdeiro de uma cultura construída a partir de um longo processo, que reflete o conhecimento e a experiência adquiridos pelas gerações que o antecederam. A herança cultural e social do homem não é transmitida pelos genes, mas por uma tradição e aprendizado cultural.
O processo do desenvolvimento humano é claramente acumulativo. As modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte através da educação, de modo que a cultura transforma-se, incorporando aspectos apropriados à sobrevivência e permitindo que as novas gerações usufruam dos conhecimentos construídos pelas gerações anteriores. Através do trabalho o homem se liberta da natureza, transforma-a adaptando-a às necessidades humanas. Com isso, o próprio homem se modifica desenvolvendo sua cultura. O trabalho, além de desenvolver as habilidades, permite a aprendizagem e o aperfeiçoamento da cultura.
Ao receber conhecimentos e experiências acumulados ao longo das gerações que o antecederam, o homem tem a possibilidade de agir criativamente, o que lhe permite inovações e invenções. Assim, estas ações criativas não são o resultado da ação isolada, mas o esforço de toda uma comunidade na construção de uma cultura. A cultura é construída socialmente.
As culturas assumem formas mutáveis que se alteram com bastante rapidez, mais rápidas até mesmo que as ocasionais alterações biológicas no homem. “As culturas se acumulam, se diversificam, se complexificam e se enriquecem, ou então também, desenvolvem-se e, por motivos sociais se extinguem ou são extintas. Até poder-se-ia dizer que as culturas não são herdadas, são antes transmitidas.” (OSTROWER, 1987, p. 11).
A afirmação de que existem culturas menos desenvolvidas e outras mais avançadas reflete uma visão tradicionalista de cultura. Esta visão pressupõe que existam estágios de evolução cultural, uma tentativa de transpor o darwinismo para o plano cultural e que as culturas dos chamados povos primitivos poderiam evoluir e alcançar os níveis mais “avançados” das culturas ditas civilizadas.
A relação aprender-e-ensinar é o que garante a existência de uma cultura. A educação é um processo vital, não é mera adaptação do indivíduo e é antes de tudo uma atividade criadora. Carlos Rodrigues Brandão nos coloca com propriedade: “[...] a educação é uma fração da experiência endoculturativa. Ela aparece sempre nas relações entre pessoas e intenções de ensinar-e-aprender.” (BRANDÃO, 1989, p.24).
A cultura, durante muito tempo foi considerada como patrimônio da escola. Pensada como única e universal, a cultura, era concebida como o conjunto de tudo aquilo que a humanidade havia produzido de melhor, fosse em termos materiais, científicos, filosóficos, literários, artísticos. Para ser culto haveria de se freqüentar uma escola.
Hoje, o poder cultural não está mais localizado nas escolas. Ele infiltra-se em qualquer espaço, como nas telas da televisão. A escola encontra-se numa situação contraditória. Ao mesmo tempo em que está ao lado do estado para difundir um modelo cultural por este definido, está ameaçada pela cultura que é difundida pelos meios de comunicação de massa. Enfim, a escola não mais mantém uma única referência cultural.

REFERENCIAS

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 24ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1989.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 14ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. 17ª ed. Petrópolis, Vozes, 1987.

sábado, 24 de julho de 2010

Inicio do segundo semestre de 2010

Dia 26 de julho iniciamos o segundo semestre letivo na UNIPAC de Uberaba.
Nova turma, novos alunos!
Sejam bem vindos ao blog da ARTE NA PEDAGOGIA

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Despedida e desejo de boas férias

Ola alunas
Foi muito bom estar com voces este semestre.
Pude passar a voces o meu conhecimento em arte e aprender com suas duvidas.
Cada aluna/o trouxe muitas contribuições.
Deixo aqui meu obrigada e minha disposição para alguma duvida ou troca de experiencias em ARTE!

Abraços

Elisa

sexta-feira, 18 de junho de 2010

criação das alunas

texto sobre proposta triangular

METODOLOGIA

A postura metodológica que melhor se coaduna com a pedagogia transformadora e libertadora da arte é a metodologia triangular, fundamentada em propostas de ensino que incluem as quatro disciplinas básicas: história da arte, crítica, estética e produção artística, que sustentam os três eixos da metodologia triangular: fazer artístico (Produção artística), leitura da obra de arte (Crítica e Estética) , contextualização da obra de arte ( História da arte).

Não devemos tratar os três eixos como um rol de técnicas a serem abordadas
O fazer artístico possibilita desenvolver um processo próprio de criação. De modo geral, não deve estar baseado na simples imitação de modelos propostos, mas no desenvolvimento da criatividade do educando, dando plena vazão à sua expressividade nas mais diversas linguagens. Deve enfatizar o exercício das faculdades da percepção, fantasia e imaginação criadora do aluno.

O apreciar é desenvolvido através de exercícios de observação da própria produção do aluno, da leitura de obras de arte, assistindo espetáculos teatrais, de música, de dança, na troca de experiências, nas discussões de assuntos relativos à arte, dos meios de comunicação e do mundo social em que a pessoa está inserida.
A apreciação estética deverá desenvolver o senso crítico do educando. O critério usado para a apreciação estética deve sempre partir da realidade vivenciada pelo aluno, de seus conhecimentos prévios e de sua experiência no cotidiano. A obra de arte em processo de apreciação adquirirá um conteúdo expressivo para o educando, despertando-lhe o interesse pela mesma, que é mestra para o desenvolvimento estético dos indivíduos.

O contextualizar a história da arte não deverá ser concebido como mero repositório de fatos passados, mas como um processo contínuo, vivo, orgânico e dialético que focaliza, em dado momento histórico o registro do sentimento estético e da visão do artista diante dos acontecimentos que o envolvem ou o envolveram.
Conhecendo a história da arte, o aluno poderá estabelecer relações mais profundas com a produção artística, possibilitando assim intervir e reinventar a sua obra.
O educando deverá relacionar-se com a arte de diversas épocas e estilos, conhecendo os diferentes elementos que entraram em sua composição, construindo um conhecimento teórico-prático sobre o assunto.
Pressupostos desta metodologia:

- o conhecimento em arte se dá na intercessão da experimentação, da codificação e da informação.
- a cognição em arte emerge do envolvimento existencial e total do aluno.
- o importante é desenvolver a capacidade de formular hipóteses, julgar, justificar e contextualizar julgamentos acerca das linguagens artísticas.
- uma sociedade só é artisticamente desenvolvida quando, ao lado de uma produção artística de alta qualidade, há também uma alta capacidade de entendimento desta produção pelo público.
- sem conhecimento de arte e história não é possível a consciência de identidade nacional.
- cada geração tem o direito de olhar e interpretar a história de uma maneira própria, dando a ela um novo significado.
- só um fazer consciente e informado torna possível a aprendizagem em arte.
A metodologia triangular resgata a criação contida em cada uma das etapas: a do fazer e a do ler obras de arte ampliadas através do compreender histórico e postura que a experiência consciente nos torna aptos para a compreensão da articulação da arte enquanto produção, percepção e apreciação.

CRIAÇÃO DAS ALUNAS

DESEJO

DESEJO

Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
E esquecendo não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, siba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e
Inconseqüentes, sejam corajosos e fieis,
E que em pelo menos um deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois, que você seja útil,
Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante;
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente.
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você sendo jovem
Não amadureça demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Como máximo de urgência,
Acima e a despeito de tudo, e que estão a sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o João-de-Barro
Erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma arvore.

Desejo outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser pratico.

E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo um homem,
Tenha uma boa mulher,
E sendo uma mulher,
Tenha um bom homem.

E que se amem hoje, amanha e no dia seguinte,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

pote rachado - criação alunas


pote rachado - criação alunas



pote rachado - criação alunas


texto sobre releitura

RELEITURA


O hábito de o artista recorrer a obras do passado é muito antigo. Por séculos, os artistas perseguiram o belo-ideal, elegendo os modelos clássicos que procuravam imitar. Há inúmeros exemplos na história da arte. Para citar os mais próximos, no século XIX o artista quis reavivar vários passados fundindo-os ecleticamente. As vanguardas do século XX expressaram sua sensibilidade conflitiva, espelhando-se no seu próprio tempo. Hoje, a arte refletindo sobre si mesma mostra que o artista contemporâneo visita o passado e expressa por meio de citações, transfigurações, análises conceituais e reinvenções. No cenário nacional, os anos 80 fizeram da releitura uma prática e uma reflexão.

No ensino de arte a introdução da releitura em sala de aula se deve a mudança conceitual deste. Na nova concepção a arte é tratada como forma de conhecimento e não um fazer por fazer. Ensinar arte é desenvolver o pensamento artístico-estético. Retomando as palavras de Ana Mae “Na pós-modernidade o conceito de Arte está ligado à cognição; o conceito de fazer arte está ligado à construção e o conceito de pensamento visual está ligado à construção do pensamento a partir da imagem”. Com isto a imagem entra na sala de aula e até se torna “obrigatória”.

A prática da releitura tornou-se, por vezes, corriqueira nas aulas de Artes como forma de aprofundar o estudo de determinado autor. A princípio acreditava-se que ao fazer um trabalho parecido com a peça original este poderia ter o status de releitura. Confundida com cópia, a releitura é divulgada como uso freqüente por professores leigos, sem formação. Engano: para realizá-la de verdade, o aluno deve personalizar sua produção e ter a intenção de transmitir uma nova mensagem com ela.

Trabalhar o processo de criação e imprimir uma marca pessoal são pressupostos fundamentais de uma releitura. Marca pessoal pode ser o predomínio de certas cores – ou ausência delas – pode ser um traço ou um elemento visual.

Assim como há diferentes interpretações de um texto visual, há diferentes possibilidades de releituras desse texto. A releitura será sempre coerente com a compreensão que o aluno constrói na leitura de uma imagem/obra. Ler obras de arte tornou-se fundamental ao processo de releitura.

Equívocos da releitura

- É freqüente achar que crianças pequenas (educação infantil ou séries iniciais do ensino fundamental) não conseguem fazer releituras. Elas expressarão de acordo com sua idade.
- Releituras não precisam ser feitas na mesma linguagem. Uma tela pode se transformar em uma escultura, por exemplo. A passagem de uma para outra técnica pode ser positiva por dar maior liberdade de criação.
"Os artistas não criam num vazio. Eles são constantemente
estimulados por outros artistas e pelas tradições artísticas do passado”.

domingo, 13 de junho de 2010

Texto - O pote rachado

o pote rachado - Defeito ou qualidade?
Um carregador de agua na India levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto 0 outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre 0 poço e a casa do chefe.
 pote rachado chegava apenas pela metade.
Foi assim por dois anos, diariamente, 0 carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, 0 pote perfeito estava orgulhoso de suas realizag6es. Porem, 0 pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, 0 pote falou para 0 homem um dia, a beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-Ihe desculpas.
- Por que?, perguntou 0 homem. - De que você esta
envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo 0 caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse 0 pote.
o homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, a medida que eles subiam a montanha, 0 velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto Ihe deu animo. Mas ao fim da estrada, 0 pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse 0 homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho 56 havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você e, ele não poderia ter essa beleza para dar graça a sua casa.

video registrando o momento de criação

Video

FOTOS aula dia 10 de junho




mais fotos da turma em criação





Fotos do momento de criação





A turma da pedagogia fazendo arte de uma forma diferente

Depois de vermos videos e as imagens sobre Vic Muniz a turma de pedagogia resolveu fazer "arte de uma forma diferente"
O texto que inspirou o trabalho foi "O pote rachado"
Imagem de obra de Vic Muniz

Fazendo arte de uma forma diferente

Na aula do dia 10 de junho eu trouxe para a turam da pedagogia um relato sobre a professora Marcelena Tomaz - e seu trabalho com a educação infantil. A professora fez uma monografia registrando seu trabalho com arte na educação infantil. Eis o resumo
"Esta pesquisa mostra como é possível desenvolver um bom trabalho de Artes Visuais na Educação Infantil, mesmo sido implantado recentemente. É um incentivo para outros professores que se encontram desmotivado a procura de novas idéias. Apresenta plano de aulas com respectivos relatos. Vale à pena mudar nossas atitudes, pois o resultado de um trabalho como este, é um sentimento de dever cumprido, e contribuição para a Educação Infantil."
Algumas fotos do trabalho dela.